terça-feira, 14 de maio de 2013

CUIDADO COM O EXCESSO


Não pense que um colocar excesso de um agente precipitante é uma boa para garantir aquela precipitação perfeita.

De fato, em pequenas quantidades, devido ao efeito do íon comum (o íon precipitante - cátion ou ânion), a solubilidade do precipitado diminui em relação ao solvente puro (no caso, água). Porém, caso se coloque um grande excesso do precipitante, muitos dos sólidos se redissolvem, para desespero dos alunos, devido à formação de complexos solúveis. A agente precipitante passa a atuar como agente complexante.



Na foto superior, da esquerda para a direita, os precipitados de iodetos de prata (AgI), mercúrio(I) (Hg2I2), mercúrio(II) (HgI2), tálio(I) (TlI), chumbo(II) (PbI2) e bismuto(III) (BiI3).

Na foto inferior, após colocar um pouco de KI sólido, ocorrem diferentes comportamentos: os iodetos de prata, mercúrio(II), tálio(I), chumbo(II) e bismuto(III) se redissolvem devido à formação de iodetos complexos ([AgI2]-, di-iodoargentato(I); [HgI42]-, tetraiodomercutato(II); [TlI2]-, di-iodotalato(I); [PbI4]2-, tetraiodoplumbato(II); [BiI4]-, tetraiodobismutato(III). 

Salvo o complexo de bismuto, os demais são incolores ou amarelados. Já o Hg2I2 sofre uma reação chamada dismutação, auto-oxirredução ou desproporcionamento, formando mercúrio metálico e tetraiodomercurato(II): Hg2I2 + 2 KI - Hg + 2K+ + [HgI4]2-. Isso explica a cor acinzentada do tubo de ensaio.


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